DICAS DE SAÚDE BUCAL
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Previna-se contra o Câncer de Boca
O câncer de boca e faringe é o quinto tipo de câncer mais comum no mundo e são computados como responsáveis por 5% de todos os casos de óbitos entre todos os tipos de câncer, em todo o mundo. É duas vezes mais comum em homens do que em mulheres. Dependendo do estágio diagnosticado, a sobrevida é estimada em 5 anos, para 30% a 80% dos casos.
As causas do câncer de boca e faringe são o uso do fumo, do álcool, microorganismos, nutrição inadequada e traumas constantes no mesmo ponto têm sido associado com câncer da mucosa da boca, porém não há evidência que dentaduras bem adaptadas possam causar câncer.
As condições precárias de higiene, a presença de dentes quebrados, raízes, tártaro e as próteses inadequadas ou em más condições também podem contribuir para o surgimento do câncer.
O câncer de boca é a única doença letal que o dentista pode diagnosticar ou prever. O maior problema para o diagnóstico do câncer oral,é o fato de que pequenas lesões que são mais facilmente tratadas, geralmente não apresentam sintomas e por este motivo o paciente estará desatento para a sua presença.
O auto-exame para o câncer bucal é relativamente simples. Diante do espelho, com uma boa iluminação, apalpe todas as estruturas bucais e do pescoço. Durante o auto-exame, os principais indícios a serem observados são: feridas que permanecem na boca por mais de 15 dias, caroços (principalmente no pescoço e embaixo do queixo), súbita mobilidade dental, sangramento, halitose, endurecimento e ou perda de mobilidade da língua. É importante frisar que a dor pode ser um sinal de lesão avançada.
A prevenção e o diagnóstico precoce podem ser realizados pelo cirurgião-dentista através de exame clínico; afastamento dos fatores co-carcinógenos; diagnóstico e tratamento das lesões que podem evoluir para o câncer; exames complementares, como a biópsia e citologia esfoliativa e orientação e estimulação ao auto-exame.
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Os cigarros e o risco relativo de câncer de boca |
| 10-19 Cigarros por dia: |
3,2% |
| 20-39 Cigarros por dia: |
4,5% |
| 40 ou mais Cigarros por dia OU Tabaco inalado (rapé) |
5% |
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Risco relativo entre câncer oral e consumo de álcool |
| Consumo mínimo |
1% |
| Menos de 6 drinques * /dia |
3,3% |
| 6-9 drinques /dia |
10,6% |
| 10 ou mais drinques /dia |
15,2% |

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Problemas com a Articulação
Estalidos ao falar, mastigar, cantar ou bocejar, dores de cabeça, face, pescoço, olhos e dentes? Isso pode ser sinal de problemas com a Articulação Têmporo Mandibular - ATM. A articulação que se situa logo à frente do ouvido e é responsável pelos movimentos executados pela mandíbula.
Um dos principais fatores dessa doença é a mal oclusão, ou seja a relação inadequada entre os dentes da maxila e da mandíbula (as arcadas dentárias superiores e inferiores). O estresse, hábitos pessoais e até mesmo doenças sistêmicas ou hormonais podem contribuir para o seu aparecimento.
Encaixar os dentes mais para a frente, para trás ou para os lados traz consequências para as ATMs. 0 ideal é que o encaixe tenha um relacionamento adequado, para que a articulação seja saudável.
A disfunção temporomandibular é uma doença quase sempre progressiva. Ainda não se sabe com exatidão a sua velocidade de progressão e as suas conseqüências. Portanto, o ideal é o tratamento precoce, que certamente proporciona melhores soluções e resultados.
Por que o clique?
Entre as faces articulares dos ossos que compõem as Articulações Mandibulares, existe uma estrutura chamada disco articular, cujas principais funções são de evitar traumas e desgastes prematuros. Quando o disco articular se desloca de sua posição acontece o estalido (clique), durante os movimentos da falar, da mastigação, de cantar, bocejar etc.
Não confunda dor de ouvido com problema de ATM.
A proximidade entre a ATM e o ouvido pode confundir o paciente sobre o local da dor. Na realidade, a dor de ouvido é diferente da dor de ATM. Como diagnóstico, as disfunções das ATMs não manifestam febre, não eliminam secreção pelos ouvidos e não são acompanhadas por quadros infecciosos. Existem várias dores que se refletem na face e não têm origem dentária, como as dores por otite e sinusite, dores na articulação, dores musculares nas costas, no pescoço e nos músculos da mastigação, dores nos nervos faciais, como as neuralgias, dores causadas por infecções e ulcerações da mucosa bucal, dores com origem nos olhos, glândulas salivares, lacrimais e mucosa nasal e a dor relacionada com a "queimação" em toda a boca, sem que existam lesões na mucosa.

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Consultório Odontológico:um lugar seguro contra a AIDS
O tratamento odontológico é extremamente seguro para o paciente contra os risco da AIDs, desde que os instrumentais utilizados em pacientes com AIDS tenham sido esterilizados corretamente.
Embora o risco de contaminação seja mínimo, o dentista, por estar em contato com os fluidos que podem conter vírus, como o sangue e a saliva, está mais sujeito à contaminação no consultório dentário do que o próprio paciente.
O vírus da AIDs é facilmente inativado e muito menos resistentes do que os vírus que causam a sífilis e a hepatite B. A esterilização é feita em estufas de calor seco, um equipamento obrigatório no consultório odontológico. O cirurgião dentista está esclarecido sobre as medidas a serem adotadas para evitar o contágio de doenças contagiosas. Além da esterilização dos instrumentos, depois de cada paciente materiais como agulha, tubetes anestésicos, luvas, pontas de sugador de saliva etc. são descartados.
Através do exame bucal, o dentista pode suspeitar que o paciente tem AIDS, pois existem várias doenças na boca que ocorrem preferencialmente em pacientes HIV positivos.
Legalmente, o dentista pode recusar-se a atender qualquer paciente. Porém, eticamente, ele tem a obrigação de atender o paciente com AIDS em situações emergenciais e de encaminhá-lo a um profissional capacitado, caso julgue necessário.
0 dentista pode solicitar o exame anti-HIV desde que o paciente concorde e tenha o conhecimento dessa solicitação.
Para sua própria segurança, o paciente portador do HIV deve informar ao dentista a sua condição. Por se tratar de um paciente com sua imunidade deprimida, deve merecer cuidados especiais, por exemplo quanto ao uso de antibióticos depois da extração de dentes.

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Tudo sobre clareamento dental
Todos os dentes podem ser clareados, desde que estejam íntegros, sem muitas restaurações. O clareamento já é recomendável para crianças a partir dos 10 anos. O clareamento dental é uma técnica simples: Os géis oxidantes penetram no esmalte e na dentina, liberando oxigênio que quebra as moléculas dos pigmentos causadores das manchas, sem afetar a estrutura do dente. Se usados corretamente conforme orientação, os produtos usados no clareamento não promovem nenhum prejuízo à saúde geral.
Os dentes podem ser clareados noconsultório, onde o dentista isola os dentes com um lençol de borracha para proteger a gengiva e aplica um agente oxidante forte. Em casa também é possível realizar o clareamento sob a orientação do dentista. 0 clareamento doméstico é mais seguro e eficaz, pode resolver todos os casos e é o mais utilizado.
É preciso fazer um alerta para quem possui restaurações e quer fazer o clareamento. Sempre há necessidade de troca ou retoque das restaurações antigas, já que elas não sofrem ação dos clareadores, e parecem mais escuras frente aos dentes clareados.
O que é permitido durante o clareamento ?
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Seguir as orientações do dentista.
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Retirar o dispositivo de clareamento 1 hora antes das refeições e reiniciar 1 hora após.
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Observar os dentes diariamente no espelho, monitorando o progresso do clareamento.
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Guardar o dispositivo, para o caso de necessitar de manutenção.
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Não fume durante o tratamento.
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Evite tomar café, chá e refrigerantes em excesso.
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Não escove os dentes logo após retirar o dispositivo.
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Não empreste o produto para outras pessoas.
0 dente clareado pode escurecer novamente, mas nunca na mesma intensidade de antes. Após 1 a 2 anos, pode haver a necessidade de uma manutenção, que é feita em 2 ou 3 noites. Mas atenção: Por precaução, o clareamento doméstico deve ser evitado o tratamento em gestantes e lactantes.

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Higiene Bucal redobrada para quem usa aparelhos
A higiene bucal é mais difícil para quem usa aparelho ortodôntico, principalmente os aparelhos fixos. As peças coladas nos dentes, (os braquetes), os anéis cimentados nos dentes (bandas), fios e de acessórios aumentam as áreas que retêm os alimentos. Com isso é maior o acúmulo de placa bacteriana. A falta de higiene bucal faz com que ela se torne espessa e de difícil remoção.
A falta de higiene do paciente provoca um acúmulo de placa bacteriana, principalmente ao redor das peças coladas nos dentes, deteriorando a superfície do esmalte e provocando manchas brancas ou marrons que levam às cáries.
Para contornar o problema, que usa aparelho deve evitar a ingestão de alimentos açucarados e pegajosos. Como as balas, pirulitos, chicletes, que prejudicam os dentes, aumentando o risco de contrair a doença cárie. Evitar também a ingestão de alimentos duros como a pipoca e o amendoim e frutas como a maçã e a pêra, que devem ser cortadas em pedaços, porque a mordida forte pode danificar o aparelho fixo.
Os pacientes que usam aparelhos ortodônticos fixos devem ter atenção redobrada quanto à higiene, e prestar atenção às orientações do ortodontista. Além dos dentes, o aparelho também deve ser escovado diariamente com escova de cerdas arredondadas e macias para evitar que a placa bacteriana fique aderida. Há escovas específicas para isso, com pequenos tufos e cerdas em forma de V. Uma vez por mês o aparelho deve ficar de molho em anti-séptico bucal por 15minutos. A fervura do aparelho não é recomendada. A vida útil das escovas dentais dos pacientes ortodônticos é menor. Portanto, ela deve ser substituída sempre que necessário.
Para quem usa aparelho, a escova de dente dura menos.É preciso trocá-la com mais freqüência. A escovação horizontal (vai-e-vem) deve ser evitada por que machuca a gengiva e provoca cavidades nos dentes. Os movimentos com a escova no sentido da gengiva para os dentes, como se estivesse "varrendo" e, ao mesmo tempo, massageando a gengiva, ajuda a remover a placa bacteriana e a manter a gengiva saudável.
Usar o fio dental é indispensável. Uma agulhinha de plástico que ajuda a passar o fio entre os dentes é um acessório recomendável. Também é importante fazer bochechos com flúor uma vez ao dia, ante de dormir.

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Acredite: mau hálito tem cura!
Se a medida fosse a hora de despertar, 100% das pessoas teriam mau hálito. Porém, essa doença é mais comum do que se pensa e pode causar transtornos para a vida social, profissional e afetiva do paciente.
As pessoas que têm um mau hálito constante, não percebem seu próprio hálito. Somente as pessoas que têm períodos de halitose e períodos de normalidade conseguem percebê-lo. A maneira mais simples de identificar o mau hálito é pedir a uma pessoa de confiança ou a um cirurgião dentista que faça essa avaliação para você. Existe um aparelho para medir e avaliar o potencial de halitose.
O mau hálito da manhã é considerado fisiológico. Ele é causado pela queda da taxa de açúcar no sangue, pela redução do fluxo salivar durante o sono e pelo aumento da flora bacteriana que atua sobre a mucosa da boca e sobre proteínas da saliva, gerando componentes de cheiro desagradável. Depois da escovação dos dentes e do uso do fio dental e após a primeira refeição (café da manhã), a halitose matinal deve desaparecer. Caso isso não aconteça, podemos considerar que o indivíduo tem mau hálito e que este precisa ser investigado e tratado.
Os estudos mostram que 96% dos casos de halitose são causados pela saburra da língua. Saburra é esbranquiçado ou amarelado, que adere à língua, e equivale a uma placa bacteriana em que os principais organismos presentes produzem componentes de cheiro desagradável . Mas não há uma única causa para o mau hálito. Existem casos de lialitose tanto por razões fisiológicas, que podem ser corrigidas apenas com orientações, mas também há o mau hálito causado por doenças como diabetes, uremia, prisão de ventre etc. e por problemas relacionados à boca, como feridas cirúrgicas, cárie, doença periodontal ou por doenças como diabetes, uremia, prisão de ventre etc..
O mau hálito não vem de problemas estomacais, apesar de ser muito comum pacientes com gastrite terem mau hálito. A formação da saburra propicia também a instalação e a proliferação de microrganismos que causam doenças pulmonares, da garganta e periodontais.
O uso de chicletes melhora o hálito, porque age como um mascarado do hálito e porque aumenta a salivação.
Quando o mau hálito acontece só de vez em quando, a higiene bucal e da língua bem feitas, a estimulação da salivação sem o uso de medicamentos, através de balas sem açúcar, gomas de mascar, gotas de suco de limão com um pouco de sal, ou, mais eficientemente, com uma ameixa japonesa condimentada, conhecida como "umebochi", podem resolver. Muita atenção à alimentação, que deve ser levem em proteína, gordura, condimentos e alimentos de cheiro carregado. Também é importante a alimentação a base de carboidratos a cada quatro horas, além da ingestão de água.

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Previna a cárie, uma doença transmissível!
A cárie é uma doença transmissível e infecciosa. Para que a cárie ocorra é necessária a associação entre três fatores: placa bacteriana, dieta inadequada e higiene bucal deficiente. Quando o açúcar entra em contato com a placa bacteriana, formam-se ácidos que serão responsáveis pela saída de minerais do dente.
A placa bacteriana é uma espécie de película composta de bactérias vivas e de resíduos alimentares que se depositam sobre e entre os dentes.
Todos dentes são mais susceptíveis à cárie quando erupcionam, pois ainda não estão com a calcificação completa. Isso só será um problema se houver acúmulo da placa bacteriana sobre os dentes, pois esta permitirá que a lesão se inicie. Portadores de deficiências físicas ou mentais que apresentam dificuldades na limpeza dos dentes devem ser supervisionados durante a escovação.
Os alimentos que provocam cáries:
Aqueles que apresentam açúcar na sua composição: os doces, as balas, os caramelos, os chocolates, os chicletes e os refrigerantes. Existem alguns alimentos que escondem o açúcar na sua composição, como a mostarda e o ketchup. Esses alimentos podem ser consumidos, junto às principais refeições, seguindo-se a escovação.
A freqüência com que se come o açúcar é muito importante: A cada ingestão de açúcar, os seus dentes ficam expostos aos ácidos produtores de cárie durante 20 minutos.
O açúcar também pode estar presente em medicamentos líquidos e em forma de xarope. Depois de ingeri-los, é preciso escovar os dentes.
Os alimentos que protegem os dentes:
Queijo e o leite são considerados protetores dos dentes porque apresentam alto conteúdo de cálcio e fosfatos, que protegem contra a desmineralização do dente.
A identificação das lesões de cárie pode ser feita através da visão direta dos dentes e do emprego do fio dental. Se o fio dental ficar preso entre os dentes, atenção, isso também pode ser um sinal de lesão de cárie.
Antes de observar o dente, remova a placa bacteriana que a recobre. Faça o auto-exame após escovar seus dentes e em local bastante iluminado.
Procure alguma alteração de cor como manchas brancas ou acastanhadas na parte superior dos dentes (sulcos e fissuras) e entre os dentes. Em um estágio mais avançado da cárie, as manchas podem evoluir para cavidades e os sintomas já começam a aparecer: dor quando mastigamos alimentos doces ou quando bebemos algo quente ou gelado, causando desconforto e mau hálito.
O flúor é um importante auxiliar no combate à cárie pois previne a saída de minerais do dente e favorece a remineralização, que é a entrada de minerais em pequenas lesões de cárie antes que elas se tornem cavidades.
A limpeza deve ser realizada sempre após as principais refeições e antes de dormir. Visite seu dentista regularmente para que ele possa, através do exame clínico, controlar sua saúde bucal.

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Não descuide de seu hálito durante as viagens
Quem viaja constantentemente deve estar atento ao risco de sofrer de mau hálito, ou halitose. Isso acontece porque as glândulas salivares diminuem o ritmo da produção, abrindo alas para as bactérias crescerem dentro da cavidade oral.
Outro risco é que muitos viajantes mudam seus hábitos alimentares quando estão viajando e acabam se esquecendo da higiene bucal. É quase uma regra o consumo maior de fast food e refrigerante durante a viagem. Os próprios postos de estrada favorecem esse comportamento.
As partículas de alimentos na boca produzem um composto sulfuroso e causam o mau hálito". Para quem viaja de avião, um sintoma menos comum que pode ocorrer durante a viagem é a barodontalgia, dor de dente resultante da mudança de pressão durante o vôo O desconforto pode sofrer variações de acordo com altitude e diminuir na descida.
A origem do incômodo pode ser um abscesso ou uma restauração recente.

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Dentes do Siso ou do Juízo ?
Existem quatro dentes do siso: dois superiores, sendo um direito e um esquerdo, e dois inferiores, também direito e esquerdo. O nome siso, ou juízo, está ligado à idade em que esses dentes aparecem, normalmente entre os 17 e os 20 anos, na idade da maioridade.
Mas nem todo o mundo tem dente do siso. Isso porque os dentes não erupcionam por falta de espaço na arcada dental ou por outras dificuldades para eles aparecerem.
Se o dente do siso ficar dentro do osso, ou seja, não erupcionar, ele pode produzir reabsorções de dentes vizinhos, dor e até degenerações. Mas o siso também pode erupcionar parcialmente, por falta de espaço na arcada ou pelo posicionamento do dente. Essa erupção parcial do siso pode provocar inflamação da gengiva, irritações, dor e inchaço.
A extração do siso é indicada na falta de espaço para a erupção, no posicionamento horizontal do siso, quando ele causa dor e quando se inicia a erupção e esta não se completa, ou seja, há erupção parcial do siso. Quando se faz a extração de um siso, provavelmente terá que ser feita a extração de ambos os sisos do mesmo lado, isto é, do superior e do inferior.

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O conjunto de tecidos que está ao redor do dente e que é responsável pela sua fixação, como a gengiva, osso alveolar e fibras que ligam raiz ao osso é conhecido como periodonto. Esses tecidos podem ficar doentes, inflamados.Isso é o que chamamos de doença periodontal, que leva à reabsorção do osso ao redor das raízes dos dentes. A doença periodontal é diferente da gengivite, que é a inflamação só da gengiva, sem alteração do tecido ósseo.
A causa das doenças periodontais é a adesão da placa bacteriana ao dente. Porém hormônios, baixa resistência e alguns medicamentos podem levar a alterações na gengiva.
Sangramento, alterações na posição dos dentes, retrações da gengiva, retenção de alimentos e inchaços são os sintomas mais comuns das doenças do periodontais.
A prevenção das doenças periodontais pode ser feita unicamente com a remoção da placa bacteriana através de limpeza bucal doméstica com fio dental e escova, mais limpezas feitas pelo dentista a cada seis meses.
É possível que haja sangramento durante o uso do fio dental, o que demonstra a presença de bactérias nessa região. Por isso, deve-se continuar com o uso do fio na tentativa de remover essas placas.
O tratamento dessa doença exige a remoção da placa bacteriana através de raspagem e até alisamento das raízes. É possível que as cirurgias sejam indicadas para facilitar o acesso a todaa área da raiz comprometida. Não existe o tratamento da doença somente com medicamentos.
Depois do tratamento, os tecidos não se recuperam totalmente. As doenças periodontais, ao contrário das gengivites, deixam seqüelas, como deslocamento na posição do dente, retração da gengiva e aumento aparente no comprimento do dente. Há cirurgias e próteses que podem miminizar esses defeitos.

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A aplicação de flúor em crianças reduz o risco de cárie. Já a aplicação em adultos reduz a incidência de cárie, embora com resultados menos expressivos do que em crianças. A interrupção do uso do flúor pode aumentar ligeiramente o aparecimento de novas cáries.
Porém o excesso de ingestão de flúor durante a formação dos dentes pode causar a fluorose.
Os principais sintomas da fluorose são a alteração de cor do esmalte, que pode ficar esbranquiçado ou exibir pequenas manchas ou linhas brancas. Nos casos mais graves da fluorose, o dente adquire uma coloração acastanhada ou marrom, e pode haver perda de estrutura do dente. Nesses casos o dente se torna mais fácil de desgastar fisiologicamente.
O uso de gotas e comprimidos contendo flúor e de muitos complexos vitamínicos recomendados pelos pediatras, podem ser a causa da fluorose. Atualmente, a maior causa de fluorose é a ingestão de produtos fluoretados em locais onde já existe água fluoretada.
Na gravidez não é necessário ingerir suplementos de flúor, pois a principal ação preventiva é a que se dá pelo contato do flúor na boca com os dentes. Além disso, na gestante que ingere água fluoretada, o flúor passa para o bebê através da placenta.
A fluorose não passa de uma dentição para outra, pois ela ocorre durante o período de formação dos dentes, e dentes de leite e permanentes se formam em épocas muito diferentes. Mesmo na dentição permanente ela pode afetar alguns dentes e não afetar outros, ou ainda afetar dentes diferentes de forma diferente. Tudo depende da época que ocorreu o excesso de ingestão e da época de formação dos dentes. O período de maior risco para a ocorrência de fluorose é até os 6 anos de idade, quando estão se formando as coroas dos dentes anteriores, pois se sabe que o maior problema da fluorose é quanto à estética.
Confira onde o flúor está disponível:
0 flúor pode ser ingerido através da água de abastecimento público e do sal de cozinha e pode ser adicionado ao leite (geralmente em programas alimentares em escola) sob a forma de comprimidos ou gotas. 0 flúor pode ser usado localmente nos dentes por meio de cremes dentais (pastas de dente), bochechos, aplicações tópicas realizadas por dentistas ou auxiliares ou, ainda, por vernizes fluoretados.

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O herpes é uma doença infecto-contagiosa causada pelo vírus chamado Herpes hominis virus. Existem dois tipos de vírus do herpes simples. Geralmente, o tipo 1 é responsável pelos casos de herpes labial, e o tipo 2, pelo herpes genital.
A infecção pelo herpes acontece pelo contato direto com lesões infectadas pelo vírus, durante a infância. A situação mais comum de contágio é aquela em que algum dos pais ou parentes próximos é portador do vírus, apresenta as lesões em lábio e entra em contato direto com a pele da criança.
Depois da contaminação, a criança passa por fase de incubação do vírus, que dura cerca de 10 dias, quando algumas crianças apresentam a primeira infecção por herpes ou a estomatite provocada por herpes, acompanhada de febre, mal estar geral, irritação, dor de cabeça e perda de apetite. Em seguida, aparecem bolhas na boca, nos lábios e na pele emvolta da boca. As bolhas se rompem e formam úlceras dolorosas e que sangram, por cerca de 15 dias. Apenas 1% dos pacientes infectados pelo vírus desenvolvem a doença clínica: 99%, apesar de infectados, não apresentam sinais ou sintomas clínicos. Após o contágio inicial o vírus fica "dormente" dentro do organismo e só volta a apresentar manifestações clínicas a partir da adolescência. desencadeadas por febre, exposição ao sol, distúrbios gastrointestinais, estresse e períodos menstruais.
Não existe cura para a herpes, mas existe tratamento para diminuir a freqüência da sua manifestação.

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Dentes de leite merecem atenção
Os primeiros dentinhos do bebê nascem no sexto mês de vida. Em algumas crianças, o nascimento de dentes é mais precoce e eles podem aparecer entre o terceiro ou quarto mês. A dentição do bebê está completa entre os dois anos e dois anos e meio de idade.
Apesar de ser um evento natural, o surgimento dos dentes acaba criando uma expectativa em pais e mães. A erupção dos dentinhos de leite vem acompanhada pelo aumento da saliva devido à maturação das glândulas salivares e à dificuldade que o bebê tem de engolir a saliva produzida; Também pode aparecer diarréia, em conseqüência de da contaminação por objetos levados à boca pelo bebê e sucção dos dedos, principalmente em condições de higiene inadequada. Também surge febre baixa e passageira, provocada por substâncias que regulam a temperatura do corpo e que são liberadas durante o rompimento da gengiva. A irritação local provocada pela pressão dos dentes na gengiva não requer medicação.
No entanto, se a irritação for muito grande, é possível aplicar anestésico diretamente na gengiva, de três a quatro vezes por dia, recomendado por cirurgião dentista. Também existem mordedores macios com gel no seu interior e que devem ser mantidos na geladeira. Esses mordedores aliviam a irritação da gengiva causada pela pressão dos dentes em erupção. É tarefa dos pais fazer a higienização da boca do bebê mesmo antes do surgimento dos primeiros dentinhos.
Essa higiene é simples. Basta usar gaze embebida em água filtrada e esfregá-la com cuidado na gengiva do bebê.
Quando aparecerem os primeiros dentinhos, eles devem ser escovados após as refeições com uma escova com cerdas reduzidas e macias. Mas nem sempre o bebê permite, por isso é preciso ser paciente e brincar com seu filho, mesmo durante a escovação. Todos os recursos são válidos, como musiquinhas e uso de bonecos e escovas coloridas.
O creme dental só deve ser usado quando aparecerem mais dentinhos. A quantidade indicada é bem pequena, equivalente à metade de um grão de feijão, porque os bebês tendem a engolir a maior parte do creme dental, o que pode causar excesso de flúor no organismo e manchas nos dentes, também conhecida com fluorose.
Lembre-se: O hábito de o bebê ser amamentado ou alimentado com mamadeiras com leite, chá ou qualquer líquido contendo açúcar ou mel durante o sono, principalmente à noite, pode provocar a cárie de mamadeira ou de aparecimento precoce. Se não houver higienização nesse período, esse tipo de cárie ataca os dentes rapidamente, pois, durante o sono, o fluxo salivar diminui. Os primeiros sinais da cárie de mamadeira são as manchas brancas e opacas que muitas vezes passam desapercebidas pelos pais.A primeira consulta do bebê ao dentista deve acontecer antes do aparecimento dos primeiros dentes.

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Dentaduras
Estética, harmonia facial, desgaste dos dentes, envelhecimento precoce, falta de retenção, reabsorção óssea, dores em algumas áreas são alguns itens importantes para indicação de uma nova dentadura. A cada cinco anos, o paciente deverá procurar o cirurgião dentista, para uma análise para a confecção de nova dentadura.
Dentes de porcelana ou de resina acrílica são os normalmente usados na confecção de dentaduras. Atualmente, as dentaduras com dentes de resina acrílica, são as preferidas pela maior parte dos dentistas, porque não produzem ruídos quando o paciente mastiga ou fala; oferecem menor risco de quebra e são fáceis de ajustar. Porém, os dentes de resina acrílica podem sofrer alterações de forma e de cor, exigem uma limpeza mais rigorosa e desgastam com o uso.
As vantagens oferecidas pelos dentes de porcelana são estabilidade da cor; facilidade de limpeza; e um desgaste menor. Entre as desvantagens estão a produção de ruídos quando o paciente mastiga ou fala; a abrasão nos dentes naturais opostos e o perigo maior de fraturas.
O paciente leva 4 vezes mais tempo para se acostumar à dentadura inferior do que a dentadura superior. Quanto mais tempo você empregar na mastigação, melhor será a adaptação. Não coma porções grandes de alimentos no princípio. Divida os alimentos em pequenas porções. Você terá dor e desconforto no começo; se aparecerem pontos dolorosos ou "calos" procure seu dentista, que lhe dará alívio necessário.
Alimentos macios e cremosos são os únicos indicados nos primeiros dias depois da colocação da dentadura. À medida que for progredindo, coma alimentos mais sólidos e mastigue vagarosamente e por igual a fim de controlar a dentadura e a pressão das gengivas ao morder.
Quando as dentaduras provocam náuseas e enjôos, o melhor remédio é usá-las o maior tempo possível. Esse reflexo passará logo. Seu dentista pode ajudar verificando a extensão da base e a adaptação no céu da boca.
Falar bem coma nova dentadura pode dar um pouco de trabalho. Por isso, fale em voz alta em frente ao espelho.
Quase sempre as dentaduras irão provocar pequenas ulcerações na sua gengiva. As dentaduras são duras, rígidas e o tecido da gengiva é sensível e delicado. Por isso, é muito difícil fazer dentaduras que não provoquem dores. Quase sempre é necessário realizar controles de desgastes e ajustes.
Muitos pacientes usam dentaduras durante as 24 horas; mas outros sentem dores na boca ao acordar; as dentaduras também podem se soltar à noite. Nesses casos, é melhor dormir sem elas.
Somente uma dentadura limpa é confortável. Sempre que se alimentar, faça o possível para lavar as dentaduras com escovas macias. Não use pó para polir, que podem arranhá-la e nessas ranhuras, antigas partículas de comida podem dar mau cheiro. Evite o acúmulo de tártaro é não deixar que se deposite.
Quase sempre não há necessidade de pó adesivo. Só use se o seu dentista aconselhar. Muitos pacientes não ficam satisfeitos com as suas dentaduras; começam a usar pós adesivos por conta própria; porém, com a pressão aumentada, a gengiva se reabsorve, se contrai mais rapidamente e as dentaduras ficam cada vez mais frouxas, precisando aumentar cada vez mais e a quantidade desses produtos.

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